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História do GESFA

Antes da fundação - Dois anos antes de sua fundação oficial, o grupo já funcionava em um porão alugado na Vila Alpina, em São Paulo. Transferido mais tarde para a Vila Bela, num terreno de um pai de escoteiro, o grupo foi despejado quando este desistiu, passando a nos acomodar num quartinho de um Grupo Lituano.

 

Anos 50 - Em meio ao tumulto de final de guerra e ainda surpresos com a maravilha da televisão, nos decepcionamos com o Brasil perdendo a Copa do Mundo para o Uruguai em plena inauguração do Maracanã e com a nossa querida Marta Rocha perdendo o Miss Universo por causa de míseros 2cm. Eram tempos áureos: o então Presidente JK prometia 50 anos em 5, Elvis Presley estourava nas paradas das rádios e a bossa nova do nosso Vinícius de Moraes e Tom Jobim dava seus primeiros passos. A moda da época era muita brilhantina e saia rodada. Com todo esse fervor, era Fundado na cidade de São Caetano do Sul, o Grupo Escoteiro São Francisco de Assis, pelo Sr. Antônio Martinelli, na época um jovem que acreditou que o escotismo poderia contribuir para o crescimento de todos nós. A sede ficava na Rua Amazonas em frente ao Antigo Cine Primax. O curioso é que nosso fundador era menor de idade e para obtermos o registro de fundação ele teve que aceitar a presença de um soldado supervisionando as atividades.

 

Anos 60 - Brasília (nossa atual capital) é inaugurada. Os Beatles viram febre mundial com seus terninhos de cortes retos e cabelos penteados. 007 estréia nos cinemas e a Jovem Guarda é sucesso total com Roberto Carlos na ponta de tantos outros. É início da contracultura hippie nos EUA onde as flores eram seu símbolo e a Paz sua filosofia. No Brasil após um golpe militar, João Goulart é deposto e se dá início à ditadura militar. Eram tempos difíceis e muitos intelectuais, políticos e cantores foram exilados, como Caetano Veloso e Gilberto Gil. Este viaduto, onde estamos hoje, já havia sido inaugurado e o então prefeito, Samuel Massei nos cedeu uma sala onde hoje é a secretaria. Dividíamos os baixos do viaduto com o Tiro de Guerra, a rodoviária e a Cooperativa dos funcionários públicos. Entram para o movimento o Sr. Walter Pinto da Silva e a Sr. Emília Pinto da Silva, que muito contribuíram para o crescimento do Grupo.

 

Anos 70 - O Brasil conquista definitivamente a taça Jules Rimet. A TV já estava colorida, mas nossa liberdade não: A ditadura ainda impunha sua força e se contrapunha a todo direito de liberdade de expressão. É, o sonho infelizmente acabou, os Beatles se dividem, os hippies começam a dar lugar aos embalos de sábado à noite, James Brown e Village People. Bandas como Pink Floyd com seu rock psicodélico fazem sucesso e o rock progressivo já é sucesso. No Brasil a invasão nordestina ocorre musicalmente, Zé Ramalho, Alceu Valença, Raul Seixas tocam nas rádios e todos dançam "macho men" nas discotecas. A cooperativa fecha e o prefeito, Sr. Hermogenes Walter Braido nos cede mais duas salas. Nessa época também conquistamos mais um local, onde hoje funcionava o Alcoólicos Anônimos na Av. Goiás. No final da década tivemos que devolver este espaço. Nessa Década nasceu quase toda a chefia do Grupo.

 

Anos 80 - Nos amedrontamos com o primeiro caso de AIDS do mundo. Finalmente termina a ditadura militar - Diretas Já. Assistíamos Roque Santeiro na TV. Nossa sede é inaugurada após reforma que a deixou como está: Ficou maior e mais bonita. O rock nacional dá seus primeiros passos: é tempo de Legião, Ultraje, Ira, Capital entre muitos outros, muito ouvidos em LPs nas vitrolas. O Funk e Break mostram suas danças exóticas e nosso grupo é o primeiro a inscrever membros femininos da UEB. Muitos da atual chefia, nessa época, brincavam de Falcon, Comandos em Ação, Ferrorama, jogavam Atari e usavam Kichut como calçado preto do uniforme. Foi eleito pelo voto direto o Primeiro presidente do país. Nossa sede é transferida para a carpintaria da prefeitura. Ficamos lá por 2 anos. Retornamos então para a nova rodoviária (onde hoje está a construção ao lado). E após longa e constante batalha, em 1985, conseguimos recuperar este espaço e inaugurar nossa nova sede que foi reformada e ampliada especialmente para nós. Nosso presidente então era o Sr. Walter Pinto da Silva. A nossa querida Maria Pereira Sampaio, a Tia Lili, parte para o Grande Acampamento nos deixando muitas saudades.

 

Anos 90 - Os cara pintada vão às ruas e o presidente sofre processo de Impeachement. O samba, sertanejo, forró e axé ganham espaço no território nacional. É final do século: as músicas ouvidas em cds, o cafezinho é esquentado no microondas e o videocassete já é item obrigatório nas casas. Conquistamos nosso tetra campeonato. O lenço do grupo é levado ao Giwell Park, na Inglaterra. A Tropa Sênior (integrantes hoje da chefia) é convidada a se retirar do Elo Nacional após divergência com o COE (Comando de Operações Especiais da Polícia Militar). O Polo é formado, extinguindo os distritos. Em 1999 ocorreu um fato marcante: o Grupo, após discórdia entre a chefia, se separou, ocasionando a fundação de outro grupo. Nosso grupo, com poucos elementos então, renasceu, sob a presidência do Sr. Walter Galli Júnior. Partiram nesta década para o Grande Acampamento o Sr. Flávio Rosmaninho Assunção, nosso querido chefe Batata, o Sr. Ederomir Rodrigues Costa e o nosso fundador, o Sr. Antônio Martinelli.

 

Anos 2000 - O videocassete é substituído pelo DVD. O pager vira peça de museu dando lugar ao celular que agora já está mais popularizado. O Brasil conquista o Penta campeonato. O Iraque é invadido pelos Estados Unidos. Um Tsunami devasta a Indonésia e atinge vários países banhados pelo oceano Índico. Vimos o primeiro furação do hemisfério no litoral sul do Brasil, o Catarina, efeito do aquecimento global. Toma posse o primeiro Presidente negro da história dos Estados Unidos.No Brasil um operário é eleito para dirigir a nação. Extingüem-se os Pólos, voltam os Distritos e o GESFA faz parte agora do 11º. Partem para o Grande Acampamento a vó Geralda, Dona Ivone e a Dona Emília. Superamos nossos obstáculos e ainda obtivemos o título de Grupo de Escoteiro Padrão nos anos de 2002, 2008, 2009. O GESFA se consolida como um dos mais tradicionais grupos escoteiros do Estado de São Paulo.

 

Anos 10 - Um terremoto terrível arrasa o Haiti e as tropas brasileiras da ONU trabalham sem parar. No Chile 33 mineiros presos a 700 metros de profundidade, escapam após dias, por uma pequena capsula num resgate espetacular. Chuvas intensas mudam a geografia do mundo e os escoteiros põem-se em ação. As diferenças entre homens e mulheres parecem diminuir. O Brasil eleje a primeira mulher presidente para governar a Nação. As redes sociais ganham força no mundo virtual da Internet. O Grande acampamento recebe o chefe Aranha. Em 2010 obtivemos novamente o título de Grupo Escoteiro Padrão e estamos comemorando o sexagésimo aniversário de nosso Grupo e 100 anos de escotismo no Brasil. Agradecemos a todos que de alguma forma contribuíram para o crescimento deste grupo.

 

Agradecimentos especiais ao Chefe Antonio Queiroz de Alcântara Neto que nos cedeu este importante material.

COMO NASCEU O GRUPO DE ESCOTEIROS SÃO FRANCISCO DE ASSIS

 

Em entrevista concedida pelo chefe Antônio Martinelli, em maio de 1980, ele nos contou a seguinte história:

Aos 14 anos incompletos, eu trabalhava na reprensagem de "Algodão Fidelidade". Ao voltar do serviço, normalmente, eu me encontrava com um vizinho, amigo meu, que era escoteiro do Grupo Iguassu, e, numa das nossas conversas, ele convidou-me para ingressar no movimento. Fiquei muito interessado, pois quando era menor, ainda residindo no interior, minha mãe procurava me explicar o que era o escotismo. Naquela época, os escoteiros usavam uniforme de cor cáqui e que também servia de uniforme escolar.

Fiquei tão entusiasmado com o convite do meu amigo que acabei ingressando no Grupo Iguassu, cuja sede ficava na rua Amazonas. Frequentei as reuniões e pouco tempo depois, fui participar do meu primeiro acampamento, em Barueri. Para chegar ao local, pegamos o trem da sorocabana, na estação Júlio Prestes, e por coincidência, no mesmo vagão, encontramos os integrantes do Grupo de Escoteiros Paes Leme. Passamos uma vergonha grande porque nosso chefe de tropa se excedera na bebida alcoólica e o chefe do Grupo de Escoteiros Paes Leme, vendo aquela cena, totalmente contrária aos princípios do escotismo, tratou de telefonar para o comissário da Federação Paulista dos Escoteiros. Pouco tempo depois, o comissário chegou à estação e proibiu nosso chefe de realizar o acampamento programado para aquele dia. A decisão ocasionou uma choradeira danada.

 

A nossa vontade de acampar era tão grande que os escoteiros maiores decidiram prometer ao comissário que cuidariam dos menores, se caso ele permitisse a realização do acampamento. Finalmente, convencido de que não haveria perigo algum, ele permitiu e eu, sem experiência nenhuma, fui chefiando a tropa. Fomos para Barueri e o Grupo Paes Leme foi acampar em São Roque.

 

Imaginem como foi esse acampamento!!!! Todos sem experiência de campo e sem o chefe de tropa, levados ali apenas pelo espírito de aventura. Brincamos e cantamos até às 03:00 horas da madrugada. No dia seguinte, durante a volta, ao embarcarmos na estação de Barueri, o tempo para entrar no vagão do trem não foi suficiente e metade da tropa não conseguiu embarcar. Ficaram lá na plataforma de Barueri aguardando o próximo trem. Foi uma confusão terrível!!!. Esse restante da tropa só conseguiu chegar em São Caetano às 22:00 horas deixando os pais dos meninos muito aflitos com a demora. Fora esse "pequeno" imprevisto, nada mais de irregular aconteceu.

 

Um belo dia, tivemos a desagradável experiência de ter nosso grupo despejado da sede e foi então que eu resolvi alugar um porão na rua Maria do Carmo, na Vila Alpina, São Paulo. Continuamos nossas reuniões e programávamos nossos acampamentos que eram verdadeiras aventuras, eram maravilhosos. Aproveitávamos, o máximo possível a natureza e isso era necessário pois não tínhamos barracas.

 

Acreditem, que a essa altura, eu já sonhava em fazer parte de um grande grupo e atualmente, orgulhoso, sinto que esse sonho se concretizou porque o GESFA é um grande grupo. Voltando um pouco. Nós nos reuníamos todas as noites no porão e como éramos crianças, nós brincávamos e cantávamos, enfim, promovíamos algazarras, até que um dia, o proprietário pediu o porão de volta. Nessa época, o chefe Adair da Silva, o querido chefe Lica, já estava ao meu lado.

 

O GESFA

 

Da Vila Alpina, fomos para Vila Bela, pois o pai do escoteiro Williams, muito entusiasmado, ofereceu o quintal para que fizéssemos a sede e conseguimos, então, um grupo muito bom e numeroso, mas quando os seus filhos desistiram de participar do movimento, ele pediu o quintal de volta. Mais uma vez estávamos na rua.

 

Naquela situação, tive a idéia de me dirigir ao colégio das freiras da Vila Alpina e, graças ao entusiasmo da Irmã Dolores, foi nos cedido um quartinho nos fundos do Grupo Lituano. Nesse ano, fizemos nossa primeira festa de Natal. Não foi a mais rica, nem a mais organizada, mas tenho certeza que ela foi a mais linda e honesta.

 

Queríamos ampliar, crescer mais como grupo e como o campo na Vila Alpina estava cada vez mais restrito, resolvemos mudar para São Caetano. Fui até a Câmara de Vereadores, a primeira após a emancipação da cidade, e solicitei a colaboração dos senhores edis, conquistando a simpatia dos senhores José Holanda e José Lopes Filho, que conseguiram uma sala na rua Amazonas, defronte ao cine Primax, onde já se praticava o judô. Nessas condições, dividimos o tempo, ou seja, um dia era judô, no outro escotismo.

 

Nessa época a região de São Paulo procurava um menino, talvez perdido na Vila Bela ou Vila Alpina e de lá e de cá, pesquisando, chegaram até a mim e propuseram a legalização do Grupo de Escoteiros São Francisco de Assis. Lá na região, fui atendido por um coronel reformado da força pública, cujo entusiasmo me contagiou. Ele concedeu o registro. Estava, portanto, oficialmente fundado o Grupo de Escoteiros São Francisco de Assis, isto em 16 de maio de 1950.

 

Como eu ainda era menor de idade, a região mandou um soldado para tomar conta do grupo. Fiquei extremamente enciumado e não concordei. Fiz uma campanha contra o praça até conseguir demití-lo e assim, eu assumi novamente a chefia. Nesse ano, 1950, 15 de novembro, participamos do desfile cívico e modéstia a parte, conseguimos o maior destaque. Quando foi criado o Tiro de Guerra de São Caetano, os escoteiros do GESFA formaram a guarda de honra da bandeira nacional. Daí por diante, foi um sem cessar de campanhas benemerentes. Uma das principais e das mais constantes era participar da campanha Brasil Unido, da qual era presidente, o nosso atual prefeito, Dr. Raimundo da Cunha Leite. Esta sociedade amparava os imigrantes nordestinos que aqui chegavam.

 

Nossa sede ainda era emprestada e foi então que resolvemos construir uma sede própria. O pai do escoteiro Manoel Garcia cedeu um terreno na rua São Paulo. Escrevi para General Motors e ela nos cedeu as tábuas que embalavam as máquinas importadas e as peças daquela fábrica. A fábrica Cerâmica São Caetano nos deu as telhas e assim foi. Uma coisa aqui, outra ali e aos poucos o GESFA foi aumentando a construção. Os pais nos ajudavam, principalmente aos sábados e domingos. Desse modo, em menos de um mês, estávamos instalados na nova sede, por sinal, muito boa. Graças ao contato propiciado pela construção, conseguimos eleger a primeira comissão executiva e que foi assim composta:

 

1.Pascoal Barontini - Presidente; 2.Costantino Coelho - Secretário; 3.Antônio Fernandes - Tesoureiro.

 

Alguns anos se passaram. O Viaduto dos Autonomistas já havia sido inaugurado no governo anterior. O saudoso Oswaldo Samuel Massei resolveu, em boa hora, nos ceder os baixos daquela propriedade municipal. A Cooperativa dos funcionários também entrou na parada e acabou ficando com duas salas e nós com uma. O prefeito seguinte, Sr. Hermógenes Walter Braido, após o fechamento da Cooperativa, concedeu as duas salas restantes ao grupo e assim tem permanecido até os dias atuais.

 

O GESFA, na realidade tem quase 35 anos, se contarmos o tempo não registrado. Poucos eram os grupos, naquela época, haja visto, nosso número ser o "9" da região de São Paulo. Lembro-me da Boy Scouts, atualmente, o n.º 1 de São Paulo que deve ter aproximadamente, 50 anos de existência. O primeiro presidente do nosso grupo foi o senhor Pascoal Barontini, seguido do Sr. Emílio Ferrari, Raimundo da Cunha Leite e por fim, Walter Pinto da Silva que permanece até hoje, diga-se de passagem, com relevantes serviços.

 

Uma curiosidade:

Sabem vocês aonde acampávamos quase que semanalmente, após recebermos o registro? Em Capuava (Mauá). O lugar era ermo e plano, algumas árvores frondosas e o rio Tamanduateí cristalino. A maioria dos escoteiros não tinham uniforme: Os Barontinis, Décio Garcia, José de Lara, Humberto Fiori, entre outros. Nosso material de campo era totalmente transportado em bicicletas, acreditem, meus caros escoteiros.

 

Portanto, após conhecerem alguns detalhes da nossa história, estufem o peito de orgulho e digam com muita alegria: O GESFA É UM GRANDE GRUPO !!!!

 

SEMPRE ALERTA PARA SERVIR !!!!!!

 

Chefe Antônio Martinelli

 

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